» »Unlabelled » Jair Di Gregório

Esse é mais um capítulo de como o Evangelho é capaz de promover transformação na vida de uma pessoa.


“Deixe o ímpio seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele e torne para o nosso Deus, pois grandioso é em perdoar.” Is 55:7
Fazenda Santa Rita- Peabirú-PR
Jair di Gregório, registrado como Jair Gregório de Souza, nasceu em 22 de fevereiro de 1964 em Peabirú, uma pequena cidade ao norte do estado do Paraná. Filho de pais pobres, nasceu na fazenda Santa Rita, onde seus pais se emigraram em 1960, vindos de Minas Gerais. Do interior do caminhão “Pau de arara”, seus pais desceram apenas com os filhos mais velhos (João e Denair) e a esperança de conquistar uma vida melhor, trabalhando na lavoura de café.
Jair Di Gregório (4º da esq. para direita) e irmãos
Seu pai Marcionídio era marceneiro e sustentava a família trabalhando em uma laminadora, na época consumia bebidas alcoólicas e cigarro de palha; embora fosse trabalhador, o vício o tornara violento, a ponto de ameaçar a segurança da família.

Sua mãe Terezinha que casou ainda jovem, aos 14 anos apenas. Servia a Jesus Cristo e conduzia a família com muita responsabilidade, no temor do Senhor. Para proporcionar uma criação digna aos filhos, trabalhava lavando roupa para os vizinhos. E ainda orava pela salvação da família e principalmente de seu esposo.

Houve uma vez, que seu pai por beber muito perdeu o saco de compra e sua mãe que nunca os deixou passar fome, cozinhou por um mês bananas verdes com feijão. Mesmo tendo tão pouco, ela fazia questão de dizimar em obediência à Palavra de Deus (Ml 3.10).

Naquele tempo, as dificuldades financeiras eram enormes, sendo que suas roupas e de seus irmão eram confeccionadas com sacos de açúcar e tingidas de anilina. Como toda criança, sonhava com presentes de natal: bicicleta, bola e carrinhos. Mas desde de novo, preocupado em ajudar no sustento da família, saía `as ruas vendendo numa bacia as bananas que colhia no fundo do quintal. Além de engraxar sapatos à porta de botecos do pequeno vilarejo.


Jair Di Gregório e Jairo
Aos sete anos era um grande sonhador. Ao assistir a novela “Irmãos Coragem” no bar do Onofre, queria ser um Tarcísio Meira ou um dos nomes expressivos do meio artístico da época que tanto inspiravam seus sonhos.
Cansados da vida sofrida e pobre em Peabirú, mudaram-se para Curitiba, na modesta favela do Bariguí. Dividíam um cômodo aos fundos da casa do seu tio Vaentuil, onde dormiam amontoados.

Adolescência e Juventude

Com o passar do tempo, entrando na fase da adolescência, começou a questionar a existência de Deus. Era um momento de rebeldia espiritual e sua mãe se esforçava em conduzí-lo à Palavra de Deus, levando-o à igreja e escola dominical e sua conversão deu-se nessa mesma época. Aliás, não foi bem uma conversão, mas uma vontade de participar da Santa Ceia; um batismo sem muito propósito.

Começou a vender jornais e revistas na Casa do pequeno jornaleiro em Curitiba, era um regime de internato para crianças órfãs e pobres e conheceu os pesadelos daquela vida simples e descolorida. Não suportando mais, resolveu fugir à pé, com mais 03 colegas até Paranaguá. Após ter passado fome, foi recolhido pelo juizado de menores e retornou à Curitiba, onde conseguiu emprego na quitanda do casal Sr. Massaki e Sra. Setssuko, que muito o ajudaram.

Começou então a experimentar novas situações: aprendeu a jogar sinuca e baralho, fazendo apostas em dinheiro. Passou a viver uma vida repreensível; trabalhava de manhã, dormia à tarde e saia à noite, de boteco em boteco. Bebendo, jogando e prostituindo-se. Além de fazer apresentações musicais com seu violão que havia ganhado de seu pai e que posteriormente trocou por um revólver Caramuru calibre 22.Nunca havia roubado ou matado alguém, mas na época era agressivo. Envolveu-se com drogas e distanciou-se da igreja e da vontade de Deus. Em certa vez, se livrou de ser preso somente pelo poder da oração de sua mãe e misericórdia de Deus.

Cansado daquela vida e de fazer a mãe sofrer resolveu se mudar para Belo Horizonte. Sonhava em ganhar muito dinheiro e buscar sua família para lhes dar uma vida melhor. Por isso, foi catador de papel, alumínio e cobre, vendedor de canecos que fazia com latas de óleo, cobrador de ônibus, servente de pedreiro, auxiliar de serralheiro, entregador de verduras, auxiliar de pintura, vendedor do carnê Baú da felicidade, auxiliar de escritório, ajudante de mecânico e outros serviços, dos quais tirava seu sustento.

Passou 04 anos sem ver sua família, morando com seus avós João Gregório e Cibelina, na Pampulha. Depois retornou à Curitiba para rever a família, e por causa da má influência dos antigos amigos e regresso à vida miserável, sua mãe mandou-lhe retornar à BH.

Disposto a viver uma nova vida, passou a morar com seus tios Jorge e Vanilde, no bairro Lagoa, onde freqüentava a Igreja Batista, quando ajudou inclusive na construção trabalhando como servente de pedreiro. Depois foi morar com o Pr. Antônio Marques em Ribeirão das Neves, passados alguns meses, por causa do casamento do pastor foi morar em um porão inacabado no bairro Lagoa. Foi um período difícil, sem renda própria teve que pagar o aluguel através de um empréstimo do irmão Abner. Havia ganhado uma cama e uma esteira e para se cobrir à noite utilizava apenas as próprias roupas.

Depois de muita procura, conseguiu um emprego de Office-boy e mudou-se para a pensão da D. Ondina, na rua Padre Belchior no centro de Belo Horizonte. Como o salário que ganhava não dava pra pagar sequer o aluguel, começou a ficar angustiado e oprimido, sentindo desejo de morrer e pensava até mesmo e suicídio. Tinha sonhos aparentemente impossíveis de se realizarem. Sonhava com uma esposa, filhos, um lar, carro, mas com aquele salário como?

Quando perdeu o emprego, moradia, namorada e a esperança; resolveu tornar-se um mendigo, um andarilho. A sensibilidade materna fez com que sua mãezinha lhe pedisse para voltar para Curitiba, mas não aceitou. Foi quando seu avó João Gregório o buscou e levou para morar com ele e meus tios aos fundos da Igreja Batista do bairro Planalto.

Início de carreira


Última gravação da dupla Jair e Jairo
Por cantar desde os 09 anos de idade todos percebiam o dom e elogiavam minha voz. Após conhecer e fazer amizade com os cantores José Tostes e Feliciano Amaral, decidiu seguir o caminho deles. Gravou o primeiro LP intitulado “Maior Amor”, depois vieram outros discos, era o início de uma carreira proposta por Deus à sua vida.Mas passou a conviver com pessoas que diziam ser crentes, mas que na verdade contradiziam a fé e por causa resolveu partir para o mundo.


João Paulo, Jairo, Daniel e Jair Di Gregório
Assim, iniciou a carreira artística com seu tio José Gonçalves, formando a dupla Jair e Jairo. Fazendo shows na mesma época que surgiram outras duplas hoje famosas: João Paulo e Daniel, Leandro e Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano. Acreditava e sonhava que a vida seria de muito sucesso, fama e dinheiro.


Jairo, Marciano e Jair Di Gregório
Jair e Jairo assinaram o seu primeiro contrato com a gravadora RGE (a maior gravadora da época pertencente ao grupo GLOBO). Daí em diante, várias oportunidades foram surgindo, fizeram muitas viagens e shows. Jair estava consolidando seu maior sonho: ser um grande cantor. Apresentaram-se inúmeras vezes nos programas de sucesso da televisão e rádio, como o Clube do Bolinha, Paradão Sertanejo, rádio Globo.


Jair e Jairo no programa Antônio Carlos & Renato
Mas aos poucos descobriu as farsas e podridões do meio artístico, uma fábrica de ilusões, um cemitério de almas. E foi enganado por empresários que na verdade eram aproveitadores e oportunistas.

Encontro com Deus

À porta da fama embora com a alma angustiada, passou a refletir se tudo valeria a pena. Não acreditava mais em crentes, igreja, pregações, por causa das decepções e experiências traumáticas vividas. Mas ele tinha medo de morrer perdido e afastado de Deus, passavam os dias e ficava cada vez mais aflito e preocupado com o destino de sua alma. Como conhecia a Palavra e sabia que não seria considerado inocente.Em um constante diálogo com o Senhor começou a questionar quais seriam seus propósitos para sua vida e que só acreditaria somente se Deus o dissesse.

Tudo começou a mudar numa viagem a trabalho pelo interior de Minas Gerais, na cidade de Carandaí, quando sentiu a presença de Satanás. Estando sozinho em um quarto de hotel, sentiu medo por causa da opressão maligna e começou a chorar. No momento, foi apoderado de uma sensação de ingratidão para com Deus e a culpa pelos pecados. Começou a lembrar-se das várias vezes em que foi livrado da morte e preservado pela misericórdia divina. Ao mesmo tempo que sentiu a presença de Deus, foi sufocado pela força maligna que o oprimia. Levantou as mãos e pedi a Deus um sinal da Sua Presença. Primeiro sentiu as mãos grandes e pesadas que não agüentou mantê-las ao alto; depois um calafrio e por fim sentiu o corpo flutuar sobre a cama. Naquele momento, Jesus havia retirado todo o fardo pesado do pecado e os grilhões que o acorrentavam foram quebrados e a liberdade ele encontrou.


Candidato Jair Di Gregório recebendo oração do Pr. Jorge Linhares
Logo após o companheiro de viagem Edson Pimenta (hoje pastor no interior de São Paulo) chegou ao quarto e Jair lhe disse que o Senhor havia lhe visitado e seu problema espiritual foi resolvido. Depois declarou: “Apartir de hoje não canto mais para o mundo, mas para a Cristo, para o louvor de sua glória”.

No dia seguinte, no café da manhã, os companheiros de trabalho ficaram assustados, contou o que havia ocorrido o acontecido e retornaram à capital. Como já era um novo homem por dentro, providenciou a mudança da aparência, cortou os longos cabelos. Era início de sua caminhada de fé, passou a acertar todas as pendência com Deus e com o próximo. Por onde passava as pessoas queriam saber o que tinha acontecido com ele e a razão de tanta transformação.Meus pais, irmãos e esposa ficaram muito felizes.

Depois de ter reformado sua vida, baniu de sua residência tudo o que não convinha a um cristão, queimou um livro de ciências ocultas, também a coleção de discos importados do Elvis Presley que valiam uma fortuna e todo seu acervo. Hoje ele se reporta à música secular ou mundana, especialmente a sertaneja; como deprimentes, que induzem corações a sentimentos dolorosos, de perda, de vazio. Levam as pessoas à traição, orgia, poligamia, aos vícios e à separação de casais. Na verdade, são veículos de propagação do veneno de Satanás, que com astúcia, utiliza-se de letras e das melodias para seduzir ou escravizar as pessoas ao pecado.


Jair Di Gregório no aniversário do Pr. João Batista - Assembléia de Deus
Faltava a decisão de que igreja deveria congregar? Sua mãe era da Igreja Quadrangular e ele considerava a Assembléia de Deus rigorosa nos costumes. Todavia, orou a Deus e sentiu a direção divina que o direcionava à “Assembléia de Deus”. Facilitou o fato de ter sido recebido de braços abertos na igreja em Venda Nova pelo pastor Paulo Soares e sua esposa, irmã Tereza. E por já conhecer os pastores presidentes Anselmo Silvestre Sebastião Evangelista, aos quais tanto estima e admira. Além da amizade dos pastores e obreiros da Assembléia que motivaram a decisão.


Jair Di Gregório, Pr. Anselmo Silvestre e Pr. José Wellington (CGADB)
Outra transformação em sua vida foi a decisão de ser dizimista, inclusive foi a grande experiência vivida dentro da igreja. Numa época em que vivia dificuldades financeiras procurou o Pastor Paulo Soares e este lhe perguntou: “Filho, você é dizimista?”. Respondeu que não era porque não concordava como o dinheiro era administrado. Então lhe disse para começar entregar o dízimo e depois voltasse a falar com ele. Orando a Deus sobre este propósito, pediu ao Senhor que o abençoasse em uma viagem de negócios que comprometeria a devolver o dízimo. Assim, teve um lucro de vinte e seis mil reais, separou o dízimo e foi ao culto. Na hora da entrega, relutou em seu íntimo e pensou em não entregar. Levantou-se por duas vezes e voltou a se assentar, na terceira olhou para a esposa e pode ler em seus olhos: “vá meu bem, entregue o dízimo”. Foi aí que teve ânimo e força para cumprir seu voto a Deus.

Jair Di Gregório e Pr. Presidente Anselmo Silvestre
Após essa experiência, tornou-se fiel depositário de Deus, o Senhor o abençoou como empresário, lhe deu uma escola, uma gravadora e a ótica Maranata, empresas que administra para o verdadeiro dono: Jesus.
Canta para louvar o Senhor, seus discos levam a sua voz onde não pode ir. Seu desejo é que todos que ouçam sejam abençoados e que suas vidas se convertam ao evangelho pela mensagem da salvação nas letras de cada hino. E diz: Se fosse cantar por cantar, teria permanecido no mundo, onde há dinheiro e fama.
Hoje Jair di Gregório, sonha o sonho de várias pessoas: um país mais justo e de total igualdade para todos, com trabalho social acima de tudo, pois o povo precisa de saúde, educação e segurança. Com a vocação de ajudar o próximo e pela misericórdia e plano de Deus; em 2008 candidatou-se pela primeira vez e com mais de 3.500 votos conquistou a suplência no cargo vereador de BH.


Jair Di Gregório tomando café com o Prefeito na residencia do Ver. Geraldo Félix
Depois de vários anos bebendo e fumando seu pai também se entregou a Cristo. Hoje seu pai descansa no Senhor, viveu seus últimos anos em sofrimento físico, mas em um bem espiritual. Sua mãe até hoje serve a Deus como diaconisa da Igreja Quadrangular, juntamente com seus irmãos João e Sandra.
Jair vive feliz com a esposa Patrícia e os filhos Fernando, Larissa, Luana e Jair Júnior; servindo a Deus e ao próximo, seja como amigo, irmão, missionário, empresário e suplente de vereador de Belo Horizonte.

Jair Di Gregório em debate com vereadores
Jair Di Gregório em culto na Ig. Getsêmani

Retirado do livro "De escravo a filho do Rei" de Jair di Gregório por Leonardo Silveira

Postador Jair Di Gregório

Seja Bem-vindo ao meu blog. Deixe abaixo os seus comentários. Obrigado por sua visita e volte sempre!
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Este é o último post.

2 comentários:

  1. Senhor Fernando nao existe somente um Fernando no Brasil.

    ResponderExcluir
  2. Quando o senhor deixar recados pra mim ,favor nao assinar Eduardo, seu palavriado e conhecido.

    ResponderExcluir