» » Planejamento de Igrejas: estratégias para crescer cumprindo os ensinos de Cristo

Ao  falarmos em planejamento de igrejas, pensamos em mil maneiras, métodos e projetos para “fazer crescer” nossa igreja. No entanto, nos esquecemos do melhor exemplo de crescimento que é oferecido pela igreja primitiva. Percebemos o seu começo com apenas doze discípulos e pouco depois, em Lucas 10.1, os discípulos já somavam setenta pessoas. Em Atos 1.15, cento e vinte pessoas recebem o batismo com o Espírito Santo, três mil pessoas são batizadas em Atos 2.41, cinco mil novos convertidos em Atos 4.4, e o número continua crescendo ao ponto de se perder a conta em Atos 5.14. Aldeias inteiras se tornam cristãs em Atos 9.35, gentios se convertem em Atos 13.48 e igrejas são fundadas na Ásia Menor, Turquia e Europa em Atos 14.1-28 e 16.5.

Como explicar um crescimento tão rápido? Quais seus fundamentos? Qual o papel de Jesus e dos líderes nesse processo de crescimento? A resposta é simples e se divide em dois momentos.

Primeiramente, Cristo fundou a igreja nEle mesmo! Observamos se uma igreja é adequadamente edificada sobre Cristo se Ele é exclusivamente posto como justiça, redenção, santificação, sabedoria, satisfação, purificação, como vida e glória, ou, sinteticamente, se Ele é pregado de tal forma que seu ofício e virtude são entendidos. Neste sentido, a igreja não pode ter fundamentos lançados por homens, ela não pode ter homens como seus proprietários! Jesus usou a expressão "minha igreja" em Mateus 16.18; a igreja é dEle e qualquer outro entendimento fora desse lança Cristo para fora e pedras falsas são colocadas em seu lugar.  

Em segundo plano, Cristo estava muito mais interessado em capacitar seus discípulos do que em qualquer outra coisa. Da leitura dos evangelhos, percebe-se Cristo a todo o momento conversando, ensinando, discutindo, exortando e treinando os discípulos para que estes desenvolvessem um trabalho evangelístico, inclusive maior do que Ele próprio desenvolveu. Cristo investiu em capacitação! Passou três anos da sua vida, transformando meros discípulos em verdadeiros discipuladores.

O seu método visava sempre a qualidade de seus obreiros e não a quantidade de pessoas que o seguiam. Então, Ele lança o apelo: “Quem quiser vir após mim”, ou seja, Ele questiona a multidão e já desmotiva aqueles que querem se envolver em sua obra apenas por status, por deslumbramento ou, simplesmente, por estarem desocupados. E, concomitante ao seu apelo, Jesus se envolve mais do que qualquer um deles em sua própria obra, faz grande propaganda do ministério de discipulador, promete grandes recompensas, mas também aponta grandes responsabilidades, ensinando, ao fim, com a própria vida, a diligência que Ele esperava de cada um que se envolvesse no ministério.

Assim, Jesus treinava soldados para uma guerra espiritual. O soldado sabe exatamente o que foi fazer na batalha. Ele é treinado para aquilo, não tem medo, não renuncia, não foge e, se preciso for, morre pela sua batalha. Seus discípulos-soldados levavam o evangelho a todas as pessoas (Marcos 16.16) sem qualquer distinção de raça, credo, condição social ou sexual; ensinando todos os dias (Atos 5.42) e não apenas nos dias de culto; ademais, não ficavam esperando as pessoas na igreja, pelo contrário, iam de casa em casa (Atos 20.20), tendo a exata noção de que todo o cristão deve ser um discipulador por natureza.

Esse é o método infalível para o crescimento. O pastor deve ser o principal agente do evangelismo de sua comunidade, ensinando pelo testemunho e transformando seus membros em discipuladores responsáveis pelo crescimento da igreja local. Então, se cada membro discipulasse seu colega de trabalho, se cada mulher ensinasse a vizinha mais próxima (ou quem sabe a cabeleireira, a manicure, a balconista da farmácia, etc); se cada jovem fizesse um momento de oração nos intervalos das aulas, nas faculdades ou durante alguma prática desportiva, e se cada criança trouxesse outra criança à igreja, teríamos uma presença semanal maciça a cada culto.

Assim, mediante um processo didático e planejado de discipulado, o Espírito Santo simplesmente se encarrega do processo de conversão de cada uma das pessoas trazidas à Casa do Senhor, fazendo com que a igreja local esteja em constante evolução.

por Leonardo Totte de Azevedo (ADMMG)

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