» » Parque Burle Marx lança campanha de coleta seletiva

Todos os dias uma quantidade significativa de lixo é produzida em residências, no comércio e nas indústrias da capital.

Ações simples como a separação desses materiais e a destinação correta contribuem, de forma significativa, para o meio ambiente. Pensando nisso, a Fundação de Parques Municipais (FPM), por meio do Parque Roberto Burle Marx (Parque das Águas), que fica na região do Barreiro, lançou uma campanha incentivando os moradores da região a levar o lixo para o parque, que conta com containers para metal, plástico, papel e óleo. “Precisamos orientar as pessoas para uma mudança de atitude. O problema da água, que vem sendo bastante debatido, é um exemplo de uma cadeia de atitudes incorretas, entre elas, o descarte de lixo em rios ou em locais inapropriados. Uma ação vai desencadeando outras”, disse Hugo Vilaça, presidente da FPM.
Josiane de Jesus, chefe de seção operacional do parque, conta que pediu aos usuários que levassem garrafas pet para uma oficina. Como teve um retorno bem positivo, pensou em ampliar a ação. “O parque já tem os locais próprios para receber o lixo. Precisávamos mobilizar as pessoas, dando mais detalhes sobre a importância da separação e da reciclagem dos materiais para que a adesão fosse mais efetiva”, conta. Para isso, foi elaborada uma palestra sobre o parque, a importância dos córregos, a biodiversidade do local e as atividades ambientais, destacando a coleta seletiva. Representantes da Cooperativa dos Recicladores e Grupos Produtores do Barreiro e Região (Coopersoli) também participaram, explicando sobre o processo de prensagem e destinação dos materiais coletados. Após um bate-papo, eles fizeram uma trilha pelo parque.

O primeiro grupo a participar das atividades, em março, foi formado por usuários da Academia da Cidade. “O retorno está sendo muito bom. As pessoas tinham muitas dúvidas em relação à separação dos objetos e se realmente o material era encaminhado corretamente e não para o lixão”, explica Josiane. A proposta é estender as atividades para outros públicos, entre eles, alunos do projeto Escola Integrada. “As crianças precisam começar, desde cedo, a aprender noções importantes sobre seu ambiente. Elas têm uma capacidade única de influenciar mudanças positivas”, concluiu Josiane.

Como deixar o lixo no parque
O Parque Roberto Burle Marx fica aberto todos os dias, das 8h às 18h. Os containers ficam na entrada da Avenida Ximango, 809. O usuário que levar o lixo já separado deverá depositar em cada um dos recipientes. Em caso de dúvidas, os funcionários do parque estão disponíveis para auxiliá-los. O caminhão da Coopersoli recolhe os materiais nas segundas e sextas.

Saiba mais sobre os recicláveis
• O papel pode ser reciclado várias vezes. A matéria prima vegetal mais utilizada na fabricação do papel é a madeira. Para aproximadamente 50 quilos de papel reciclado, poupa-se o corte de uma árvore. O papel não encaminhado para a reciclagem demora três meses para se decompor na natureza. São papeis recicláveis jornais, revistas, impressos, catálogos telefônicos, caixas de papelão, rascunhos, envelopes, cartões e embalagens longa vida.
• Os metais são classificados, de acordo com a sua composição, em ferrosos (ferro e aço) e não-ferrosos (alumínio, cobre, chumbo e níquel). A lata de alumínio leva de 200 a 500 anos para se decompor na natureza e cada tonelada de alumínio reciclado economiza 95% de energia e 5 toneladas de minério. São metais recicláveis alumínio, arames, fios, grampos, pregos e latas de alimentos.
• O plástico é feito de derivados do petróleo, que é um recurso natural não renovável, e leva em torno de 450 anos para se decompor na natureza. Uma tonelada de plástico reciclado economiza milhares de litros de petróleo. Plásticos recicláveis são garrafas pet, brinquedos, copos descartáveis, garrafas de detergente, de álcool e de água sanitária, sacolas e saquinhos plásticos, potes de produtos alimentícios, baldes e bacias.
• O vidro demora aproximadamente 4 mil anos para se decompor na natureza. No entanto, é 100% reciclável, ou seja, um quilo de vidro usado transforma-se em um quilo de vidro novo. Sua produção utiliza matérias primas como areia, barrilha, calcário e feldspato. O vidro deve ser embalado em material resistente antes de ser encaminhado para a coleta seletiva, assim ele não fica exposto e diminui o risco de acidentes. São recicláveis cacos de vidro, frascos, garrafas de cerveja, de refrigerante e de água, potes, copos e vidros planos lisos.
O parque
O Parque Ecológico Roberto Burle Marx, mais conhecido como Parque das Águas, está inserido no complexo ecológico da Serra do Rola-Moça. Inaugurado em dezembro de 1994, sua área já abrigou a antiga Casa de Descanso do Prefeito de Belo Horizonte e a Cidade do Menor, alojamento para crianças e adolescentes em risco social.

Em uma área aproximada de 176 mil m², apresenta um pequeno lago e em sua extensão percorre o Córrego do Clemente, cuja nascente encontra-se na Serra do Rola Moça. Este córrego é de grande importância ambiental, sendo um dos afluentes do Ribeirão Arrudas, que integra a bacia do rio São Francisco.

A vegetação é típica do cerrado, com formações de campo cerrado e mata ciliar. Possui algumas espécies nativas representativas da mata ciliar, como copaíbas, jacarés, ingás e jatobás. A avifauna é bastante expressiva e reúne tucanos, pica-paus, sabiás, gaviões, garrinchas, corujas, saracuras, saíras e tié-sangue. Conta, ainda, com exemplares como gambás, micos-estrela, esquilos, teús, cágados, carpas, tamanduás e quatis.

Como opções de lazer, o parque oferece extensas áreas gramadas, lagos e belos jardins para piqueniques e outras comemorações. Há também quadras poliesportivas, pista de caminhada e campo de futebol. Diversas escolas e instituições utilizam o espaço para realização de eventos, projetos culturais, sociais e de pesquisa científica. Entre outros espaços, o parque possui também um Centro de Apoio Comunitário, que tem como função principal proporcionar cursos de qualificação profissional e ações para a melhoria de vida da comunidade. 

PBH

Postador Leonardo Moreira

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