» » BH vai ganhar suas primeiras Varandas Urbanas

Em meio ao asfalto e aos automóveis de Belo Horizonte, elementos comuns às metrópoles de todo o mundo, vai ser possível encontrar algo diferente na paisagem. 

São as Varandas Urbanas, nome das estruturas temporárias, inspiradas na ideia dos parklets, que transformam vagas de estacionamento de veículos em minipraças. Nesta quarta-feira, dia 20, foi celebrado um termo de cooperação entre a Prefeitura e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH) para a instalação de duas varandas na região Centro-Sul da capital, uma na Rua dos Goitacazes, entre as ruas Espírito Santo e Rio de Janeiro, e outra na Avenida Bandeirantes, entre as ruas Ribeiro Junqueira e Júlio Vidal. Os novos equipamentos ficarão montados por dois anos. A Varanda Urbana foi estabelecida por meio do decreto 15.895/15, que definiu regras e condições para a instalação.


Os mobiliários serão construídos em material reciclado parecido com madeira e terão iluminação fotovoltaica. O projeto da Rua Goitacazes possui piso, bancos e postes inspirados em praças das cidades do interior de Minas, divididos em uma área de 10 metros de comprimento por 2,2 metros de largura. A Varanda Urbana da Avenida Bandeirantes terá 7 metros de comprimento e 2,2 metros de largura e segue um estilo mais contemporâneo e moderno. Ambos contam com bicicletário. A CDL-BH e um grupo de lojas parceiras estão financiando a instalação e serão responsáveis pela manutenção dos espaços. A montagem na Rua Goitacazes começa nesta quinta-feira, dia 21, com duração estimada de 10 a 15 dias. Em seguida, será montada a varanda da Avenida dos Bandeirantes, que deve ser inaugurada entre 15 e 20 de junho, segundo a entidade comercial.

A assinatura do documento foi realizada durante reunião, na sede da Prefeitura, pelo prefeito Marcio Lacerda e representantes da CDL-BH. Participaram ainda o secretário municipal adjunto de Planejamento Urbano, Leonardo Castro, e o secretário da regional Centro-Sul, Marcelo Souza e Silva. “As Varandas Urbanas serão espaços de convivência, conversas e troca de ideias. Pessoas vão se conhecer e fazer novas amizades. Essa iniciativa tem a cara de Belo Horizonte”, comentou o prefeito.

"A ideia de regulamentar os parklets em Belo Horizonte, aqui chamados de Varandas Urbanas, surgiu a partir da constatação do sucesso da iniciativa em diversas cidades do mundo, como São Francisco, nos Estados Unidos, e São Paulo. O Rio de Janeiro também regulamentou recentemente esse tipo de mobiliário”, explica Leonardo Castro, afirmando que esses equipamentos urbanos “estimulam uma reflexão sobre a cidade como um lugar preferencialmente para as pessoas e não para os carros”. Leonardo Castro disse ainda que o ambiente se torna mais agradável e amplia a convivência entre as pessoas nas ruas. “Outra característica muito interessante é que elas podem ser instaladas por qualquer cidadão, entidade ou empresa, sem limitações para a criatividade. É um incentivo à gentileza urbana. E ao mesmo tempo, cria uma oportunidade de apropriação das pessoas sobre os espaços públicos", concluiu. Para o vice-presidente da CDL-BH, Marcos Innecco Corrêa, as Varandas Urbanas criam espaços humanizados e experiências diferenciadas nas cidades.
 
Conceito
O parklet é uma espécie de miniparque temporário projetado, implantado e mantido pela própria população sobre vagas de estacionamento na via, com o objetivo de propor novos usos para esses espaços e potencializar sua apropriação. É uma expansão do passeio público e tem o objetivo de ampliar a oferta de espaços públicos de fruição, providos de estruturas que pretendem incrementar o conforto e a conveniência dos cidadãos e que são destinadas à recreação, ao descanso, ao convívio, à permanência de pessoas e a manifestações culturais. Qualquer região da cidade pode receber esses equipamentos.

As vagas de estacionamento são espaços públicos de utilização potencialmente privada, já que um carro estacionado pode ocupar por várias horas – ou mesmo dias – uma área de cerca de 10 metros quadrados que poderia, em muitos casos, ser mais bem utilizada para outras atividades que tragam mais vitalidade e diversidade ao espaço público.

Projetos
Não há um projeto padrão e único para as Varandas Urbanas de BH. Cada equipamento pode e deve apresentar características próprias que permitam uma melhor adequação ao local de instalação, valorizando usos existentes e propondo novos. Para isso, no entanto, o responsável deve seguir condições de instalação.As Varandas Urbanas deverão ser preferencialmente implantadas em áreas com maior intensidade de fluxo de pedestres e vias com presença significativa de comércio e serviço ou grande densidade de moradias.

Para conhecer todos os critérios para localização e projeto, o roteiro para o licenciamento, além de exemplos de parklet de sucesso instalados em outras cidades do Brasil e do mundo, acesse http://goo.gl/hSDv8s. Descrição: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

Teste
No início do mês, uma varanda urbana foi instalada na Savassi, em caráter experimental. A plataforma de madeira com mesas, cadeiras, bancos e bicicletário chamou a atenção de quem passou pelo local no sábado, dia 9. O público aderiu, usufruindo do espaço para descansar, conversar e até mesmo fazer uma refeição. Segundo os organizadores, cerca de 400 pessoas circularam no local. Esse mobiliário, em específico, não necessitou passar pelo processo completo de autorização por causa do curto período de tempo instalado, previsto no decreto municipal 15.895/15. Os espaços que vão permanecer por mais tempo necessitam de um processo diferenciado. Todos os parklets são locais de uso público, abertos à utilização de qualquer pessoa, não podendo ser usado com exclusividade pelo seu mantenedor.

Regras básicas para implantação dos parklets em BH (mais detalhes no decreto 15.895/15)

• Estar localizado em via com velocidade regulamentada de até 40 km/h (salvo autorização específica da BHTrans).
• Não ocupar vagas de estacionamento destinadas a idosos, a pessoas com deficiência e outras que possuam regulamentação especial.
• Não obstruir faixas de travessia de pedestres, rebaixos de meio-fio, acessos a garagens, ciclovias, pistas de caminhada, pontos de ônibus e táxi.
• Apresentar proteção ao usuário nas faces voltadas para a pista de rolamento, devendo ser acessado apenas a partir do passeio ou da área de circulação de pedestres.
• Apresentar sinalização refletiva.
• Atender normas de segurança e acessibilidade.
• Ser removível.
• Não ocupar espaço superior a 2,20 metros de largura por 10 metros de comprimento em vagas paralelas ao alinhamento da calçada ou de 4,40 metros de largura por 5 metros de comprimento em vagas perpendiculares ou a 45º do alinhamento.

Com PBH

Postador Leonardo Moreira

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