» » » Escolas utilizam parques municipais para atividades educativas

Espaços permitem que alunos mantenham contato mais direto com conteúdos repassados em salas de aula por meio de ações como plantios, oficinas, jogos e trilhas

A biodiversidade dos parques municipais de Belo Horizonte tem estimulado o estudo de questões ambientais de forma prática. Alunos de diferentes níveis escolares participam de atividades que propiciam um contato mais direto com conceitos repassados nas salas de aula. Segundo o presidente da Fundação de Parques Municipais (FPM), Hugo Vilaça, plantios, oficinas, jogos e trilhas são algumas das atividades que podem ser realizadas nos espaços. “As ações estimulam o aprendizado e democratizam, ainda mais, as áreas verdes”, disse.
O Parque Jacques Cousteau tem recebido com frequência a visita de grupos escolares. Em abril, alunos do Instituto Coração de Jesus realizaram um plantio coletivo simbólico. As espécies selecionadas foram uma magnólia branca e um ingá, indicados para formar mata ciliar nas margens de um pequeno riacho que passa pelo parque. A atividade contou com a participação de 68 crianças, de 9 a 10 anos, e foi realizada em dois turnos. Paula de Oliveira Moura, coordenadora pedagógica do instituto, explicou que os plantios foram importantes para estimular a percepção e tornar o conteúdo estudado em sala de aula mais próximo dos alunos. “Esses momentos ajudam as crianças a desenvolverem o vocabulário, o poder de argumentação e reproduzir o conhecimento”, destaca. Além do valor pedagógico, Paula enfatiza que essa foi, para alguns alunos, uma experiência única. “Muitos deles nunca tinham ido a um lugar arborizado, como é o Parque Jacques Cousteau”, comentou. Veja mais detalhes sobre o parque no quadro ao lado.

Os plantios simbólicos também são benéficos para os parques, pois contribuem para a arborização do local e ajudam na conscientização das crianças sobre a importância da preservação ambiental. “Os parques são excelentes escolas de educação ambiental. Explicamos aos participantes sobre a biodiversidade da flora e da fauna, falamos sobre questões relacionadas ao lixo e sobre como todos esses fatores interferem na água. Além disso, eles têm a possibilidade de tocar a água do córrego, sentir a diferença de temperatura, vivenciar de forma mais efetiva toda a riqueza natural”, conta Edanise Reis, bióloga e chefe de Departamento Sudoeste. 


Para participar das atividades de plantio, as escolas interessadas devem ligar para o Parque Jacques Cousteau e agendar a visita pelo telefone 3277-5972.

Parque Jacques Cousteau
Implantado em 1999, o Parque Municipal Jacques Cousteau ocupa uma área aproximada de 335 mil metros quadrados. Localizado na região Oeste, o espaço funcionava como depósito de lixo da cidade e, posteriormente, como horto para a produção de mudas de árvores e plantas ornamentais usadas no paisagismo de Belo Horizonte. Muitas dessas mudas cresceram e floresceram no parque, sendo as primeiras a integrarem a vegetação da mata local.
Sua cobertura vegetal é muito significativa, apresentando um avançado grau de regeneração natural e contínua, correspondendo a 80% da área total. A vegetação predominante é de porte arbóreo, existindo ainda espécies ornamentais e frutíferas (mangueiras, jabuticabeiras e bananeiras). A fauna é composta por anfíbios, répteis, aves como sabiás, frangos d’água e saracuras, e mamíferos como cuíca, mico-estrela, esquilo-caxinguelê e gambás.

Como opções de lazer, o parque oferece brinquedos e trilha ecológica, além de espaços para contemplação, áreas de convivência e academia a céu aberto.

O parque fica na Rua Augusto José dos Santos, 366, no bairro Betânia, e fica aberto de terça-feira a domingo, das 8h às 18h.


Com informações portal PBH

Postador Leonardo Moreira

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