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Samuel Rosa Rodrigues é um jovem de 28 anos, de origem humilde. Criado pela mãe, com mais dois irmãos, ele tem apenas o ensino fundamental completo. Aos 14 anos, trabalhava como servente de pedreiro e, à noite, ia para a escola. Cansado, quase sempre dormia durante a aula. 

O desânimo o fez parar de estudar e, aos 17 anos, Samuel foi trabalhar como flanelinha, em um bairro de classe média da capital mineira. Embora com poucas perspectivas, Samuel sempre embalou o sonho de uma vida melhor. Há quatro anos, com a chegada do filho, Simon Henrique, ele começou a buscar novas possibilidades de trabalho. “Pensava no futuro. Queria que meu filho tivesse orgulho da minha profissão”, diz. Com uma clientela fiel na região onde trabalhou como flanelinha durante oito anos, decidiu se tornar um microempreendedor individual (MEI), figura jurídica criada pela Lei Complementar 128/08, que trouxe para a formalidade, nos últimos cinco anos, mais de 4,1 milhões de brasileiros. 

Vida nova
Em 2012, com o registro da atividade, o ex-flanelinha criou a Samuca Lava Car, que oferece serviços de lavagem de carros em domicílio. Grande parte da demanda é de moradores de um condomínio de Belo Horizonte, mas muitos dos que confiavam seus veículos ao ex-flanelinha não abriram mão de continuar sendo atendidos por ele. “Agora, quando vou atender um cliente, não vai o Samuel, vai a Samuca Lava Car e Higienização Automotiva”, orgulha-se o empreendedor. 

Como flanelinha, Samuel diz ter passado por várias situações constrangedoras. “Os clientes sempre me respeitaram, mas tinha pessoas que nos tratavam como bandido, marginal”, lembra. Depois da formalização, o empresário se livrou não só do preconceito, como também conseguiu mais segurança para trabalhar. Isso porque, como MEI,  ele tem direito a benefícios da Previdência Social como, auxílio-doença e aposentadoria. 

Com CNPJ, Samuel emite nota fiscal, pode contratar até um empregado, consegue descontos em materiais e maquinários utilizados na limpeza dos carros e até em plano de saúde. O empreendedor tem um uma página da empresa no Facebook e cria os panfletos de divulgação do lava a jato. Os atendimentos são agendados por telefone e ele vai até a casa do cliente, oferecendo “comodidade, qualidade e segurança”, como faz questão de destacar. 

Investimentos
Com um faturamento mensal que gira em torno de R$ 1,5 mil, o empresário tem consciência de que o retorno dos investimentos que fez virá em médio prazo, e diz não ter se arrependido da formalização. “Ganhava até mais como flanelinha, mas estou investindo no meu negócio e acredito que posso melhorar ainda mais e crescer”, reitera.


Recentemente, o empresário trocou o carro antigo, de 1990, por um mais novo, de 2011. Comprou também uma máquina mais moderna. Persistente, tem planos de se tornar referência em higienização de veículos em Belo Horizonte. “Tudo que conquistei foi com a ajuda de Deus e com minha força de vontade. Tenho objetivos e eles me mantêm vivo”, acrescenta.

Revista MRV
SENHORES DO DESTINO
Por Aline Ferreira 

Postador Leonardo Moreira

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