» » » Literatura no centro das atenções em BH


Como em um livro, a cidade de Belo Horizonte, já conhecida nacionalmente pela efervescência cultural, dá início hoje a mais um capítulo desta história. Promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), o 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH) promove até domingo, no Parque Municipal e no Teatro Francisco Nunes, entre outros espaços espalhados pela cidade, uma grande variedade de atividades e encontros com nomes de peso da literatura nacional e internacional. A programação conta com conferências, palestras, mesas de debate, sessões de autógrafos, exposições, teatro, música, cinema, performances, intervenções urbanas, oficinas, entrevistas, saraus, narrações de histórias e, principalmente, muitos encontros. Todas as atividades do FLI-BH são gratuitas. A programação completa pode ser consultada na página 2 e no site www.flibh.com.br.
Para Leônidas Oliveira, presidente da FMC, a criação do Festival Literário Internacional vem ao encontro com a política do livro e leitura desenvolvida pela FMC e nasce para atender a uma demanda antiga dos escritores e da cidade de Belo Horizonte pedida nas conferências de cultura. “Um festival como esse, que promove os mais diversos encontros, debates e atividades correlatas, é sinal do amadurecimento da política do livro e da leitura em Belo Horizonte. Aliado, a isso, a realização de um festival descentralizado e com ações nos meses que antecederam o evento, possibilitou um maior envolvimento da cidade na leitura, uma aposta da FMC que entende o livro como manifestação da arte e potência de crescimento humano”, disse.

Com curadoria de Afonso Borges, Beatriz Hernanz e Leida Reis e com o tema “Imagina o Mundo, Imagina a Cidade”, o FLI-BH traz à capital mineira escritores, ilustradores, críticos e especialistas em literatura, além de leitores, de vários lugares do Brasil e do exterior. Entre os escritores, vale destacar a presença dos premiados Milton Hatoum, Ana Miranda, Elisa Lucinda, Marina Colasanti, Humberto Werneck, Eric Nepomuceno, Ana Martins Marques, Chacal, Carlos de Brito e Mello e Luiz Ruffato, além de Yolanda Reyes (Colômbia), Inês Pedrosa (Portugal), Juan Pablo Villalobos (Espanha) e Teresa Cárdenas (Cuba).

O fotógrafo Daniel Mordzinski também faz parte do festival com a exposição “Cidades Escritas”, com textos de Afonso Borges. Mordzinski dedica-se há mais de 30 anos a retratar escritores e escritoras pelo mundo em busca de compor um verdadeiro “atlas humano da literatura”. Já fotografou grandes nomes, como Gabriel Garcia Marquez, Luis Sepulveda, Mario Vargas Llosa, José Saramago e Jorge Luis Borges.

Os premiados Fábio Moon e Grabiel Bá realizam uma oficina e fazem uma participação especial na conferência do Milton Hatoum. Os irmãos gêmeos são os quadrinistas brasileiros mais reconhecidos da atualidade. Seus trabalhos foram publicados em treze idiomas ao redor do mundo e exposto em diversos países, como Espanha, Bolívia, Argélia, Portugal e China. São autores de “Daytripper” e das adaptações de “O Alienista”, de Machado de Assis, e “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum.

Programação do FLI-BH inclui narrações de história, mesa de debate e apresentação musical
Um dos parceiros do FLI-BH é o Sesc, que vai oferecer uma programação de narrações de história, mesa de debate e também a apresentação musical que fechará o festival, o espetáculo de José Miguel Wisnik com Ná Ozzetti. O show faz parte do projeto “Literaturas: questões do nosso tempo”, do Sesc Palladium, e está inserido na Circula Cultura, parceria entre o Sesc e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC). Fazem parte do CD e do show de Ná e Zé citações de Fernando Pessoa, Oswald de Andrade, Paulo Leminski e Cacaso. As relações entre palavra e música serão objeto de considerações ao longo do show, sem que este deixe de ser, em nenhum momento, um espetáculo musical no sentido pleno da expressão, contemplando a profunda relação entre poesia e canção no Brasil.
Além deste projeto, mais outras duas atividades do Sesc compõem o FLI-BH. O “A palavra é…” apresenta uma proposta de encontros de literatura e de outras áreas do conhecimento para discutir, a cada edição, os significados e usos de determinadas palavras da língua portuguesa. Já o “Contação de Histórias” contribui para a transmissão da literatura oral e para a promoção de atividades relacionadas à leitura. São apresentadas fábulas, contos populares ou folclóricos, contos e cantigas infantis, de modo a instigar a imaginação e a fantasia, ao mesmo tempo em que diverte, entretém, ensina e educa. Mais informações sobre esses projetos podem ser encontradas no site cesse www.sescmg.com.br.

Primavera da Libre
Outra parceira importante é com Liga Brasileira de Editores (Libre), que traz pela primeira vez a Belo Horizonte a sua Primavera, feira de livros realizada por editores de pequeno e médio porte que oferecem ao público descontos de até 50% sobre o preço de capa do livro. A feira será realizada em todos nos dias do festival, das 9h às 22h, no Parque Municipal

Campanha de arrecadação de livros
“Compartilhe a leitura. Doe um livro” é o mote da campanha de arrecadação de livros que a FMCa promove até domingo nos centros culturais, bibliotecas, no Museu Histórico Abílio Barreto e na sede da própria fundação, na Rua da Bahia. No Parque Municipal, durante o FLI-BH, também haverá arrecadação. O objetivo é mobilizar a cidade em torno da importância da literatura e da circulação de livros. O destino dos livros arrecadados na campanha será as bibliotecas comunitárias de BH, além de pontos de ônibus da cidade, para integrar o projeto Ponto do Livro.

Política pública
A primeira edição do FLI-BH se junta a eventos como Festival Internacional de Teatro (FIT), Festival de Arte Negra (FAN), Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e Virada Cultural e passa a integrar o calendário de grandes eventos promovidos pela FMC. O festival tem como objetivo contribuir para a valorização da literatura junto à população e aos visitantes da cidade, para a formação de leitores literários, bem como conferir visibilidade a escritores, ilustradores e profissionais que se dedicam a essa linguagem. 

O festival é a culminância das políticas municipais de fomento à escrita literária, traduzido nos prêmios Cidade de Belo Horizonte e João-de-Barro, e das atividades e serviços desenvolvidos durante todo o ano pelas bibliotecas públicas da FMC. O FLI-BH pretende, também, divulgar a produção literária da cidade ao lado das produções nacional e estrangeira, e promover o diálogo entre a literatura e outras linguagens artísticas.

PBH

Postador Leonardo Moreira

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