» » » Que pode fazer o justo em prol da Assembleia Batista Presbiteriana?


Sou membro da centenária Assembleia de Deus, uma igreja histórica — embora muitos considerem históricas apenas as denominações um pouco mais antigas —, vigorosa, atuante, compromissada com a Palavra de Deus, de modo geral. Longe de mim, entretanto, dizer que ela é melhor do que as outras. Todas as denominações que prezam as Escrituras merecem o meu respeito.
Neste artigo, estou mesclando três grandes denominações com a intenção de me dirigir à Igreja Brasileira que ama a Palavra de Deus e que, a despeito de não ser perfeita, tem procurado andar segundo as Escrituras. É claro que essas igrejas, especialmente nos últimos anos, se dividiram e se subdividiram, o que leva muitos desavisados a verberar contra a denominação, em si, e não contra as suas ramificações.

Em seu comovente discurso ao presbitério da Assembleia de Deus em Éfeso, a qual começou com alguns discípulos batistas (At 19.1-6), o apóstolo Paulo asseverou: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (20.28-30).

Ante alguns tristes acontecimentos da atualidade, no meio evangélico, não há como não nos lembramos de Salmos 11.3 — “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” — nem deixarmos de perguntar: Que podem fazer os justos? Que pode fazer o justo em favor da Assembleia Batista Presbiteriana?

Evidentemente, a oração é fundamental e imprescindível (At 4.29-31; Ef 6.18,19). E, como justos — não de nascimento, é claro, mas justificados pelo Senhor (Rm 5.1) —, podemos e devemos interceder pela Igreja Brasileira. E sabemos que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16). Mas, além de orar, o que podemos fazer, ante a presente desordem em nosso meio e o transtorno dos fundamentos? Pregar a verdade, assim como fizeram Ezequiel e Estêvão, não temendo nada (Ez 2; At 7). A Palavra de Deus diz: “Conjuro-te... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo...” (2 Tm 4.1-5).

Diante do exposto, que a Assembleia Batista Presbiteriana lute contra o distanciamento da simplicidade do Evangelho (2 Co 11.3,4) e contra as heresias de perdição (1 Co 15.1,2: 2 Pe 2.1,2). Que a solução não seja a denominaciolatria, e sim a verdadeira unidade, em amor e em torno da verdade, descrita claramente em Efésios 4. Que assembleianos, presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos, congregacionais e tantos outros “anos” e “istas” prossigam para o alvo, “pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14).


Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.

Postador Leonardo Moreira

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