» » » O RECADO DAS RUAS

Pelos levantamentos cerca de 3 milhões de brasileiros foram às ruas neste domingo (13), em pelo menos 200 cidades e 17 Estados, para protestar contra a corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff. Em praticamente todos os lugares os manifestantes vestidos de verde e amarelo bradavam: “Fora Dilma”, “Lula na cadeia”, “somos todos Sérgio Moro”, "abaixo a corrupção", "apoio à Lava jato".

Na capital mineira não foi diferente, houve dois protestos que, segundo as estimativas da Polícia Militar, superaram os movimentos anteriores em número de manifestantes. No maior deles, na praça da Liberdade, o público chegou a 30 mil pessoas na manhã deste domingo. Na praça da Estação, não ultrapassou 10 mil. Apesar de terem bandeiras semelhantes como a saída da presidente Dilma Rousseff, as críticas ao PT e ao ex-presidente Lula e o apoio ao juiz Sérgio Moro, o perfil de quem aderiu aos dois atos foi distinto. No primeiro, visivelmente mais elitizado, predominavam as famílias. No segundo, o evento foi pensado pelos organizadores para atingir uma camada mais popular, e alcançou o objetivo.

Além de protestarem contra o governo e o partido que se encontra no poder, os manifestantes hostilizaram os políticos que tentaram se infiltrar na multidão, foi o caso do senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckimin em São Paulo.

Que análise podemos fazer? O recado que ecoou nas ruas ontem foi bem claro, a maioria quer o impeachment da presidente, apoia fortemente a operação Lava jato, apoia o juiz federal Sergio Moro, postura muito clara contra a corrupção e acima de tudo oposição à velha política. O povo não aguenta mais os políticos profissionais!

Nessa semana o país estará atento para as respostas institucionais aos protestos. Não vejo outra solução que não seja, o pedido de renúncia de Dilma, impedimento da chapa inteira por causa do processo no TSE, processo de impeachment através da câmara e senado. E mais a solução mais esdrúxula para o momento e arquitetada pelo PMDB, o semipresidencialismo ou quase parlamentarismo, onde o presidente ficaria numa posição decorativa e o primeiro ministro carregaria o piano.

É importante lembrar que no processo de impeachment, quem coordenaria seriam os presidentes da câmara e do senado, ou seja, o deputado Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros, ambos investigados pela operação Lava jato.

Seja qual for a solução apontada, uma coisa é clara, os políticos não querem entender o recado das ruas ou fingem não entender, afinal o que o povo está dizendo é, queremos moralidade no serviço publico, o fim da impunidade e novos nomes na política brasileira.

 

Jair Di Gregório

Postador Leonardo Moreira

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