» » » Vila Viva se transforma em espaço de aprendizado para alunos e professores

Professores da inglaterra visitaram o projeto


As vilas beneficiadas pelo programa Vila Viva, realizado pela Prefeitura, por meio da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), têm recebido cada vez mais visitantes interessados em conhecer de perto as intervenções que estão melhorando a vida de milhares de moradores. 

Em maio, o Aglomerado da Serra foi palco de uma reunião de professores da Inglaterra, que estavam na capital para participar de workshop. Eles se encontraram para aprender mais sobre o programa e seus resultados. No mesmo mês, uma turma de alunos da Engenharia Civil da Fumec visitou o Vila Viva no Aglomerado Santa Lúcia para ver na prática como são executadas intervenções em terrenos com alta declividade e risco geológico.

No Aglomerado da Serra, a apresentação sobre o programa Vila Viva, que engloba obras de saneamento, construção de unidades habitacionais, erradicação de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, urbanização de becos e implantação de parques, foi feita pelo coordenador social do Vila Viva Serra, Aderbal de Freitas. Ele fez questão de destacar que essas conquistas só se tornaram possíveis a partir de um estudo aprofundado da realidade de cada vila, com participação direta da comunidade e com o acompanhamento do trabalho social em todas as etapas do processo. “Além de conhecer os principais problemas da área, é fundamental o trabalho no dia a dia com os moradores.”, avaliou.

Após a exposição, os professores ingleses tiveram a oportunidade de visitar o mirante da Rua São Vicente, onde é possível ter uma visão privilegiada do empreendimento na Serra. Alguns moradores da Rua F abriram as portas de seus apartamentos para receber o grupo e mostrar as novas moradias. O professor Julio Dávila, diretor da University College London, ficou encantado não só com as obras, mas com resultados como a redução significativa da violência no local. “Os dados são muito impressionantes e mostram que o programa mudou a vida das pessoas. O projeto de habitação popular me chamou a atenção, pois é muito bem feito e estruturado”, disse.

Coordenadora do Observatório de Saúde Urbana da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Waleska Caiaffa, considerou a atividade enriquecedora para os professores estrangeiros, já que o objetivo do workshop realizado pelo órgão era avaliar projetos para uma cidade sustentável. “A saúde é resultante das condições de vida e do acesso da população aos bens e serviços e o Vila Viva traz a possibilidade de inclusão social e territorial das áreas de vilas e favelas. Esse modelo de intervenção estruturante sempre será referência dentro e fora do Brasil”, elogiou.

No Aglomerado Santa Lúcia, os alunos tiveram a oportunidade de ter uma aula completa e viram que uma intervenção deste porte envolve muito mais do que engenharia. Embora o foco principal da turma fossem as obras de contenção, o professor Luis Fernando Farah, do curso de Engenharia Civil da Fumec, destacou a importância da Prefeitura trabalhar com uma equipe multidisciplinar, com técnicos sociais, administradores, arquitetos e engenheiros, entre outros. “A visita foi extremamente positiva para a turma. Os alunos conseguiram ver contenções, taludes, implantação de residências e outros aspectos técnicos. Foi um entrelaçamento da teoria da disciplina de Mecânica dos Solos com a prática em uma obra de grande porte”, comentou. 

Segundo ele, um ponto muito importante foi a percepção da interação da engenharia com a parte social, principalmente no trabalho desenvolvido pela PBH para fazer a transição das famílias que são removidas e no esforço em manter o máximo de moradores em seus locais de origem.

PBH

Postador Leonardo Moreira

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