» » » Parlamentares defendem presença de trocadores nos ônibus da capital

Vereador Jair Di Gregório (PP) foi autor do requerimento e presidente da audiência pública
Foto: Abraão Bruck/CMBH
Cobradores de ônibus de Belo Horizonte lotaram o saguão principal da Câmara de BH nesta quinta-feira (6/4). Eles participaram de audiência pública que debateu o papel da categoria no funcionamento do sistema de transporte coletivo da capital. Requerida por Jair de Gregório (PP) e promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário, a reunião contou com ampla participação de vereadores, que se posicionaram unanimemente a favor da manutenção dos serviços prestados pela categoria, como forma de garantir o emprego dos trabalhadores e de assegurar a qualidade do serviço prestado aos usuários.
Atualmente, nos termos da lei 10.526/12, todos os ônibus devem ser operados por um motorista e um agente de bordo, à exceção dos veículos das linhas troncais do Move, daqueles que operam em horário noturno, domingos e feriados, e de ônibus executivos e turísticos. Segundo a represente da BHTrans, no entanto, apenas uma parte dos veículos enquadrados nessas exceções opera sem trocadores.
Qualidade do serviço
Durante a audiência, lideranças sindicais, cobradores e outros trabalhadores do serviço de transporte defenderam a presença de agentes de bordo nos veículos. Segundo eles, na ausência do profissional, o motorista fica responsável por coletar dinheiro e repassar trocos, o que dificulta o serviço e cria situações de perigo ao volante. Ao mesmo tempo, destacaram, o agente de bordo cumpre a função de auxiliar os condutores e de orientar o passageiros, além de apoiar o embarque e o desembarque de pessoas com deficiência. Sem o trocador, a acessibilidade de cadeirantes ficaria prejudicada, dificultando ainda mais o dia a dia de pessoas que já enfrentam uma série de transtornos para ir e vir.
Ao mesmo tempo, a categoria se preocupa ainda com o risco de demissão em massa, caso seja implantada uma política de extinção dos cargos nas linhas de ônibus. Segundo lideranças sindicais, cerca de 6 mil desempenham a função na cidade, o que deixaria milhares de famílias sem fonte de renda, em um contexto marcado por crise econômica.
Projetos de Lei
Requerente da audiência, o vereador Jair Di Gregório abriu a reunião afirmando que é solidário à categoria e que trabalhará para a manutenção da função de agente de bordo nos ônibus da capital, perspectiva que foi apoiada por pelo menos uma dezena de vereadores. Ainda segundo Jair Di Gregório, o prefeito Alexandre Kalil se comprometeu, em reunião, a não extinguir os postos de trabalho dos trocadores de BH.
Atualmente, pelo menos seis projetos de lei de iniciativa parlamentar tramitam na Casa propondo a manutenção das atividades dos agentes de bordos. São eles os PLs 185/17, 175/17, 53/17, 1924/16, 1806/15 e 983/14. Entre os textos, há propostas que obrigam a presença de cobradores em todas as viagens, à exceção das realizadas pelas linhas troncais do move e de ônibus especiais; que vedam as demissões em caso de implantação de bilhetagem eletrônica; e que proíbem que motoristas exerçam atividades inerentes à função de cobrador.
Como encaminhamento da reunião, Jair Di Gregório afirmou que vai trabalhar, em conjunto com a Comissão de Transporte e com os demais parlamentares da Casa, para agilizar a votação dos projetos, de modo a garantir respaldo legal para o atendimento das demandas da categoria. O vereador afirmou ainda que vai averiguar denúncias surgidas na reunião, segundo as quais funcionários das empresas de ônibus estariam sendo obrigados a pagar do próprio bolso multas recebidas em serviço, que chegariam à casa dos R$ 900, comprometendo o orçamento familiar.
Assessoria de Comunicação com CMBH

Postador Jair Di Gregório

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